sábado, 12 de fevereiro de 2011

A janela discreta

e ninguém mais entrou - Luís Carinhas


Sofreu como espectadora de lutas, doenças, mortes e rancores. Então se cobriu de mofo e sujeira, vedando a passagem da luz. As plantas comungaram fechando-a com galhos secos, espinhentos e agressivos. Assim sepultariam, dentro, a história escrita pelos corpos que se consumiram em ódio.


escrito em 05-02-2011

6 comentários:

dudv disse...

Nossa, conto forte.

Angela disse...

achou dudu?
deve haver tanta família assim.

Juliêta Barbosa disse...

A casa, nossa pátria de intimidades, é também o sepulcro caiado onde muitas famílias põem em prática o livre exercício de fabricar mentes atormentadas.

Conto forte, porém realista!

Renan O. Pacheco disse...

A se as janelas falassem tudo que visse lá fora e ,principalmente, lá dentro...

bjinh

Angela disse...

Obrigada Juliêta,
assim é. Famílias, uma benção e um desvario. Adoro seu nome.

Angela disse...

Renan,
É... as coisas falam. Se ouvíssemos pudéssemos entender.
Obrigada pela vinda.