
Quem dizia aquelas palavras? Sabia que estava perto, embora o som da voz, rouca, fosse muito baixo. Nunca parava de questionar e eu já não dormia sem que, em meu cérebro,houvesse uma resposta pronta ao que indagava. Se o diálogo me metia medo, saía pela praia sombria a me acalmar de sua presença imperiosa. Era então que o sol abria os raios e eu podia vê-la, sempre a meu lado, contraponto das funestas escolhas. Chegava a mando da vida e era ela, a outra eu, a que me conhecia mais que eu mesma.
escrito em 30-07-2009
6 comentários:
sabe das entranhas...
(e o que sabe,secreta)
Perfeito! Gostei do conto.
Douglas D.
Obrigada poeta!
Duduv
Grata, tive dúvida se seria um conto!
Me gusta esa dualidad y mucha más si es tormentosa.
Alejandro Ramírez
Concordo contigo! As situações tormentosas são mais profundas e interessantes!
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