
Vinha sob a chuva, andando pela beira da calçada quando um carro, veloz, lançou sobre ela mais água do que podia suportar. Até chegar em casa e tirar a roupa não havia percebido a pele enrugada e escamosa a unir coxas e pernas. Entrou no banho e o fenômeno aumentou com tal velocidade que não mais conseguiu manter-se em pé. Sentada, tampou o ralo da banheira e mergulhou. Ali ficou até o outro dia, resolvendo como encomendaria um grande aquário. De alguma forma estava decepcionada. Desejava viver no mar. Após anos e anos de análise, nunca havia se percebido de água doce.
2 comentários:
Achei lindo este texto; tá inspirada.
Sabe que gostamos especialmente dos mesmos textos?
É bom quando ficamos felizes com o que fazemos, não é?
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