
Começaram a sair, principalmente pelo olhar, mas também em gestos, risos e palavras incontroladas. Tudo aquilo a que recusara vida consciente durante anos, se apossava de seu existir e denunciava, aos quatro ventos, a criatura ignóbil, mesquinha e monstruosa que se agigantara dentro dela, presa em nome de uma imagem doce e meiga. Foram dias de expurgo até que a calmaria tomou conta de seu corpo e espírito. Pensou que estivesse só, até descobrir que aqueles que a conheceram por inteiro, tornaram-se mais próximos e amorosos do que jamais. Tinha se humanizado.
escrito em 28-02-2010
2 comentários:
Linda história.
Obrigada Duduv! por estar aqui em meio a seus afazeres!
Gosto de você!
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