
À medida que dela se aproxima, a boca se avermelha e se entreabre, serpenteando a língua, ora rápida, sempre fugidia e logo apontando, túrgida, promessas imarginadas. Lábios abertos, chega na certeza do bote, do saciar a sede, até o encontro frontal com o uraniano olho. Então, raios e trovões denunciam a antropófaga. Paralisado, deseja apenas que o devore.
escrito em 25-08-08 - 23h35'
2 comentários:
Que sintonia, belo conto.
Dudv
viu só como usamos o mesmo tema no mesmo dia? Interessante!
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