terça-feira, 15 de abril de 2008

Sem travessias

Caronte e psique por John Roddam Spencer Stanhope 1829-1908





Caronte andava exausto! Há séculos remava pra lá e pra cá, o mundo crescia e os mortos também. Pediu em vão a Poseidon o afundamento de um novo continente, o que o libertaria de muito trabalho. Chegou a alugar um transatlântico, mas as hecatombes e epidemias geravam passageiros aos milhares. O dinheiro corria solto e o óbolo não era mais problema. Fez um trato com Hefestos e inauguraram os crematórios.





escrito em 07-04-2008

8 comentários:

dudv disse...

Gostei, me remeteu aos problemas que vivemos hoje em dia.

Huckleberry Friend disse...

Mais um brilhante microconto! Gosto da imaginação de combinar presente e passado. E lembrou-me uma coisa que escrevi. Beijos!

Angela disse...

Dudu
Bem, algum de nós não entendeu o outro! Problemas de hoje?

Huckleberry Friend
Obrigada! Vi seu poema. Ambos, meu texto e o seu falam de Caronte, mas com enfoques diversos. Belo poema, o seu.

Anônimo disse...

Divertido, com humor negro q.b. e sem dor .
Absolutamente fantástico!!!!

Um hino aos minicontos da Angela.

Bem Haja.

Beijos, MA

Angela disse...

Ma
Gostamos das ironias e do humor negro que não traga malefícios a ninguém não é? Conseguiste ler o cartaz na barca de Caronte desta imagem? Já o encontrei assim e adorei!
um beijo e obrigada!

125_azul disse...

Não é que há sempre solução para tudo?
Beijinhos (em busca de solução para a avalanche de trabalho que teima em me soterrar!)

Akinol disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Angela disse...

Querida 125-azul

Quem sabe cremar o trabalho todo?
:D eu também estou atolada, não de trabalho mas, de coisas!
vou te enviar um e-mail sobre.