
Sentia necessidade mórbida de contar os horrores da guerra. Sua mulher cozinhava bem. Abriram um restaurante. À mesa dos clientes, ele contava histórias terríveis enquanto ela, sozinha, fazia cada prato. Para descansar, ela deixava a cozinha e fixava os clientes, o sentimento transparente no olhar sofrido. ‘Como comiam tão rápido, o produto de seu árduo trabalho?’ A cada novo pedido, ele comandava, pesaroso: - Mais um nhoque! Mais uma lasanha! O lugar atraía pelo inusitado, mas conseguiram fechá-lo. Afinal, apreciavam o fracasso!
escrito em 19-01-2008
5 comentários:
Muito bom, Angela. Chegou a arrepiar.
Tenho muito gosto por assuntos e histórias de guerra. Das pessoas, dos fatos e dos resultados.
Beijo
Tem pessoas que gostam do fracasso.
Bruno mocelin
Este foi um caso real que me foi contado por amigos. Acho que as pessoas estavam presas no passado!
Dudv
É sim, Dudv! Há pessoas que parecem ter culpa se são felizes e seus empreendimentos dão certo!
Os mórbidos e suas nuvens de chuva particulares!
É assim, amiga 125azul!
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