
Por anos a fio esperou a oportunidade para matá-los. Desde muito jovem engendrara seu plano, passo a passo. Afinal, eles o ignoraram e rejeitaram desde o berço e ainda agora, passavam por ele como se não existisse. Todos os dias, arma no bolso do casaco, ele os espera, escondido numa curva da memória.
escrito em 23-10-2007
4 comentários:
Ao ler este texto comcei a pensar de que como a fantasia e a realidade estão muito próximas. Este matar é real ou simbólico, não importa, mas sim o significado da palavra morte. Desculpa se viajei na maionese.
Dudu,
Não se desculpe!Realidade psíquica é realidade!
Neste caso, o desejo de matar,os pais ou quem ele queira, fica existindo como um mote repetitivo, na memória dos abandonos, quando nas "esquinas" das lembranças, ele vive a matar aquelas pessoas sem conseguir se livrar delas. Você não viajou não. Acho que entende muito bem esta linguagem. um beijo.
Sim, papai Freud cheio de razão: só nos libertamos das neuroses quando "assassinamos" os pais... Beijinhos
Querida amiga
Tão bom falar a mesma lingua... bj.
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