
Pelo vão da porta, ela tinha visto a arma do soldado apontada para o pai, enquanto a mãe, nua na cama, chorava e implorava clemência. Depois, tudo ficou rubro, embaçado e muito triste. Mas, ela aprendeu o que fazer quando o pai a despia e chamava para seu quarto.
escrito em 1º-10-07
5 comentários:
Tão arrepiante que até dói...
Terrível, adorei!!!
Amigos
Que espanto! Tenho percebido, como já disse, as múltiplas interpretações que um microconto enseja. Mas, agora, fiquei pasma pois fui reler o que escrevi e li uma história diferente da que escrevi.
Quando criei a história, ambientei-a na segunda guerra. O soldado era o vilão que ameaçou o pai, enquanto estuprava a mãe da criança. Esta faleceu e o pai pirou e fazia uso e abuso da filha que aprendeu com o pai, na cena primeira, a defender-se.
Hoje li o pai batendo na mãe e a matando por ciumes, suspeita de adultério. O soldado defendendo a mulher. A menina repetindo o soldado quando o pai vinha maltratá-la sob qualquer forma de abuso.
E percebo que ainda há outras possibilidades em aberto...
Qual a leitura de vocês?
Eu li o pai encontrando a mãe em situação de adultério com o soldado, que para se defender lhe apontou a arma e lhe bateu. A menina assiste e aprende o que deve fazer quando o pai voltar a tentar abusar dela...
Quantas variantes! A sua percepção se parece com a do Beto. É tão interessante isto!
obrigada querida por mais um tempinho atracada neste porto!
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