quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

espectrografia

060925_duane-michals6


Por muito tempo, todas as noites eu escrevia sem parar. Ao despertar, exausto, encontrava papel amarrotado e aparas de lápis pelo chão. Meu trabalho noturno parecia ser algum sonho mau que apenas exauria minhas forças. A meu pedido, um amigo vigiou meu sono e assim, encontramos o esconderijo onde, dormindo, guardei os escritos. Afinal, conheceria o trabalho que me subtraiu tanta energia. Ao abri-lo soube que jamais seria lido. A grafia era completamente desconhecida.


escrito em 13-12-2010

4 comentários:

dudv disse...

Adorei, Muito bom.

Angela disse...

Obrigada Dudu!
Espero dezembro terminar para voltar a algum sossego e poder escrever mais, acordada! :D

Stefano Valente disse...

Conto que, pessoalmente, ponho entre Borges e Kafka... e não me parece pouco!

Fantástico, Angela...

Angela disse...

Meu querido, parece que o frio deste inverno está te deixando ainda mais complacente e bondoso com esta sua amiga tropical!
obrigada,que os mestres não te escutem!