
Chegar à casa de Maria era reviver. A estrada dura e pedregosa amansava, o dia cinzento clareava ao aproximar a presença luminosa. Sob o tecido leve da blusa, seus seios se ofereciam em deliciosa displicência. Maria transpirava vida e o cheiro do prazer penetrava minha pele antes que seu gozo chegasse à minha boca. Era imã para meu desejo e os minutos sabiam a milênios enquanto as horas se esgueiravam pelas frestas, no tão constante movimento de nossos corpos enlaçados. Um dia a casa me esperou vazia. Ainda volto lá, seguindo na memória, o odor dos gestos de Maria.
8 comentários:
Um texto que transborda sexualidade e poesia. Muito bom mesmo. Abraço.
Obs: Parabéns pelo livro digital Anima. Gostei muito.
Posso estar enganado, mas achei cinematográfico. A foto é maravilhoso e o texto, perfeito.
Está fazendo uma séria A Marias?
Obrigada Beto!
Bom ter me dado este retorno sobre a Anima. Fico pensando se não cansa ler textos menos curtos no monitor.
Um abraço.
Dudv, procurei tanto esta foto e foi a mais parecida com o que buscava. Bonita e nada vulgar, eu achei.
Quanto ao texto, você acertou na idéia da pequena série: Maria. Talvez desse um filme, quem sabe alguém se habilita?
Realmente concordo em parte com você que é um pouco cansativo ler textos maiores no monitor. Mas quando o texto tem qualidade, como é o caso em Anima (falo sem puxar o saco), o leitor se anima(sem a intenção do trocadilho) e nâo sente enjoo. Grande abraço.
Obrigada Beto! Não há alma que perca o ânimo com um parecer como o seu!
Um abraço.
Acho que agora vou encontrar tempo para montar e publicar o Anima II . Fracionei para não ficar pesado, são mais 10 contos se não me engano!
vc escreve lindamente! me toca!
Obrigada moça colorida!
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