
Ele me olhava com sua íris azul e nos reconhecíamos de longa data. Naquele tempo, ao nos separarmos, jamais imaginaríamos sobreviver a tanta calamidade. No entanto, ali estávamos, as retinas guardando o mesmo temor e o mesmo espanto. Nossos olhos claros refletem o céu e a próxima bola de fogo poderá, a qualquer momento, ameaçar nossas espécies.
Ele humano, eu inseto.
Escrito em 16-09-2008
2 comentários:
Todos fazemos parte de uma coisa muito maior, somos seres vivos...
Belo conto.
Eduardo
é isso! pena que nem todos percebem a vida desta forma! um bj.
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