
Estranhos insetos entraram pela via das emoções e se serviram do melhor. Começaram devorando as alegrias e, em seguida, as boas lembranças. Com os sentimentos puros, guardados desde a infância, fizeram calda para os doces amores do passado e acabaram com todos, sem a menor preocupação se as formigas devoravam o que pingava das órbitas vazias. Terminado o banquete depositaram seus ovos nas flores de plástico dos jardins da cidade virtual.
Escrito em 06-05-2008
6 comentários:
Senti ao ler este conto beleza e estranhamento.
Belo texto!!
Espero que desses ovos brote de novo o sentimento... bom fim-de-semana!
Dudv
É estranho sim pois as nossas "humanidades" sendo corroídas e destruídas pela frieza das coisas artificiais, tecnológicas... não deixa confortáveis os que ainda tem valores antigos!
Parece que quando vc. 'sente' e percebe em outro plano que não o mental, funciona bem, não acha?
Huckleberry Friend
Não sei o que há por aqui! Não encontrei minha resposta antiga, coloco outra e... desaparece novamente!
Já deve ser o novo sentimeto alimentado em plástico, virtual, ou seja, algum que não entendo e que irrita aos pobres seres comuns!
Tomara que sim, mas que voltem lindos e doces e não frios e duros como plástico!
Gostei imenso deste conto.
O título lembra um poema de Florbela Espanca ? .
O conto, curiosa e estranha ficção
científica que termina de forma brilhante: as flores de plástico adequadas à vida artificial.
;) beijos
Obrigada MA
este foi um dos que pareceu-me psicografar. Direto do inconsciente para a tela!
Confesso que também gostei do que resultou pois sinto-me veículo e depois só observfo, então, posso falar sobre o escrito com um distanciamento nada vaidoso, me entendes?
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