
Como em todas as manhãs, junto com o Sol, eles renasceram para o mar. Ao fim do dia, os raios de luz regressaram sós e as águas devolveram destroços. As mulheres aflitas, fitando o horizonte escuro, não percebiam que, no alto do céu, a passarada aos gritos, anunciava o naufrágio.
escrito em 27-04-2008
4 comentários:
Linto e trsite ao mesmo tempo. Me fez pensar em monte de coisas.
Dudv
obrigada amigo, estes padrões de naufrágios, cais, percadores, são uma constante em minhas imagens mentais... vá se entender isto...
É uma analogia bela e triste com a própria vida.
Muitas vezes vimos os destroços à nossa volta e apesar de todos os anúncios não nos apercebemos que já naufragámos.
Beijos
Querida MA
Por vezes, tua sensibilidade toca aonde não vi. Obrigada por esta interpretação que enriqueceu meu conto!
Um beijo.
ps: Falei ao telefone com nosso amigo e achei que está bem, embora triste. Um dia, tudo passa.
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