sábado, 4 de janeiro de 2014

Estrangeiro




Tentava se livrar, sem sucesso, de bilhetes, rabiscos, desenhos e tudo que fosse comunicação com outros. Apegava-se, com alegria, ao que enviava e recebia em resposta.
O sentimento de não ser compreendido, de usar valores e idéias estranhas, o acompanhava durante toda a vida, como se não pertencesse a parte alguma neste mundo.


3 comentários:

Eduardo Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Oliveira disse...

Em um mundo programado, esse personagem sempre será estrangeiro.
Aliás, acho que todo ser humano tem um lado estrangeiro.

Angela disse...

Eduardo, eu penso que, neste nosso tempo, grande parte das pessoas desejam e tentam ser uniformes e aceitas pelos grupos. Ou nem se conhecem como indivíduos ou desistem de suas qualidades impares para conseguir entrar no padrão coletivo.