
imagem do filme - o fim da linha
De pé no carro do metrô, a paisagem vista pela janelas tornou-se desconhecida, aos poucos sentiu que havia perdido seu destino. As estações passaram e não sabia mais aonde ia. À medida que o vagão esvaziava e enchia novamente, não reconhecia mais os sons nem a si mesmo. Perdido no espaço e no tempo, fosse aonde fosse, seria um pêndulo seguro apenas pela haste prateada, cordão umbilical do vagão, sem porto ou parto.
escrito em 02-09-2010
2 comentários:
Profundo texto. Gostei especialmente.
Obrigada Dudv!
às vezes, como o personagem, a mente se deixa levar no embalo e saem coisas assim...
bom ter gostado.
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