
foto patricktaberna2
A vida estava cada dia mais difícil e o futuro negro e sem qualquer esperança. Naquele lugar era considerada bárbara porque mantinha valores profundos e sentimentos fortes, bem diversos da futilidade dos que a condenavam. Sabia que ameaçava, com seus poderes femininos, o desejo de supremacia do mundo racional. Quando matou seus filhos, por imenso amor os libertou da sina nefasta de descender de pai covarde, subjugado por uma sociedade que apodrecia. Só e livre, desfez-se em luz.
escrito em 23-10-2009
4 comentários:
Gostei deste olhar à Tragédia. É um exercício de analisar o outro sem preconceitos. No caso, refiro a mim ao ler a história de Medéia.
Dudu Oliva
Tentei trazer a história para a realidade de nosso dias, de muitas mulheres que assim vivem hoje. De todo modo, não consigo perceber Medéia, mesmo em Eurípedes, de outro modo.
E contribui muito esta visão. Pois, eu acho que Medéia, no senso comum, é uma mulher abandonada e mal amada que desconta o desprezo do marido nos filhos. Seu conto mostra que não podemos simplificar as coisas.
Li na internet que Eurípedes além de abordar os mitos, "compôs cenas memoráveis e agudas análises psicológicas". Por isso, talvez não deva estereotipar uma história tão complexa.
Está inspirada! Realmente os últimos contos estão uma obra-prima.
dudu Oliva
Eurípedes escreveu tragédias. Não entendi o que leu sobre "abordar os mitos" !
Agradeço os elogios mas não costumo me impressionar com eles. Neste caso, não concordo com você. Não vejo inspiração especial nestes contos.
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