sábado, 21 de fevereiro de 2009

à máquina

imagem do filme Silent Hill



O novo século mal começou e não mais se faziam costuras à mão. Máquinas colavam os tecidos e pregavam aviamentos. Não custou muito e o mesmo passou do vestuário ao corpo dos homens. O tempo de vida havia sido prolongado e, por isto mesmo, nem um pouco valorizado. Nas linhas de produção hospitalares, os tecidos vivos começaram a ser colados, membros e órgãos implantados passaram a ser presos à máquina por cirurgiões-costureiros. Caso os reparos falhassem o homem seria, como os retalhos, apenas mais um elemento descartado.

escrito em 21-02-2009

4 comentários:

dudu oliva disse...

Esta sensação de ser descartável me incomoda um pouco. Não me importo ser efêmero, mas descartável... dói na alma.

Angela disse...

Dudv
Te entendo e concordo mas, hoje vivemos num mundo em que quase tudo é descartável e eu abomino esta mentalidade. Então, seja um, seja único, influa em seu meio para mudar isto, pois só faz diferença enquanto vivemos... depois? quem sabe?!

douglas D. disse...

máquinas de nós mesmos,
dóceis somos.

Angela disse...

Douglas D.

Entre ser doce ou dócil, prefiro doce de pimenta!
bom vc. ter vindo, obrigada!