
Puberdade. Pela primeira vez ouve, na rua, um elogio masculino.Sozinha no quarto, ela se despe. Passa a mão pelos cabelos, pelo rosto. Se detém em cada detalhe e assim, desvenda seu corpo até os pés. Sons de prazer, contrariedade, espanto, satisfação, mapeiam seus caminhos, orientando a memória.O tato é seu espelho. Satisfeita, veste a roupa e o casaco.Pega a bengala, chama o cão. Sai.
4 comentários:
Achei esto conto maravilhosos.
Obrigada Eduardo
Eu tb. gosto especialmente dele. Inclusive acho interessante as pessoas acharem que a mulher é uma velha e não perceberem que é uma jovem cega!
caeiro
gostei muito desse...
Caeiro
Foi o que escolhi para publicar em papel numa antologia.
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