
Órfã de mãe, ela procurou crescer independente, preocupada em não dar despesa nem trabalho a ninguém. Muito jovem, assinou autorização para que seu corpo fosse cremado e as cinzas espalhadas ao vento. Não podia imaginar pessoas cuidando de seu corpo e carregando o peso de seu caixão. Só não havia, ainda, conseguido juntar o dinheiro necessário para tanta burocracia.
A enfermeira acabara de cerrar suas pálpebras quando a tempestade caiu sobre a cidade. O raio entrou pela janela do quarto e reduziu a cinzas o corpo inerte, a cama e tudo à volta. Antes que algo pudesse ser feito, uma forte lufada de ar apagou o fogo e dispersou as cinzas.
A enfermeira acabara de cerrar suas pálpebras quando a tempestade caiu sobre a cidade. O raio entrou pela janela do quarto e reduziu a cinzas o corpo inerte, a cama e tudo à volta. Antes que algo pudesse ser feito, uma forte lufada de ar apagou o fogo e dispersou as cinzas.
escrito em 19-07-2008 - 22h44
2 comentários:
Conto muito original. Parabéns!!!
Dudv
de uns tempos pra cá tenho escrito menos e, quase sempre, contos um pouco mais longos que o normal, o meu normal, é claro! Fico feliz que tenha gostado. obrigada!
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