Onde estaria a moça que escrevera palavras doces sobre seu espaço florido? Tentava reconhecê-la em vão. Agora ela só largava palavras rancorosas sobre pedaços arrancados de blocos.
Quando se percebeu no fundo da gaveta, amassado e coberto de pó, andou pela casa e parou sobre a mesa à frente da nova máquina iluminada que, pelo tempo de afastamento, desconhecia. Foi então que se viu copiado para dentro daquela tela brilhante e não mais escapou. Sentiu-se como artista de cinema, despertando em várias outras casas e sendo admirado por muitos olhares.
2 comentários:
Adorei este!
Parece com nossos momentos, não é?
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