
Microcontos ou micronarrativas me parecem ser um meio de acesso à imaginação ampla. Eles servem como isca e possibilitam a quem os lê desenvolver toda uma história plena de detalhes, totalmente original e única a cada novo leitor.

Do alimento sabia pouco, não importava. Papel e tinta, suficientes. O tempo ruim ajudava, só o aborrecia deixar o cão de tanto tempo certo. Era dócil, alguém o cuidaria. Faltava pouco, duas ou três estações à frente seria tempo suficiente para relatar o que talvez, nem mesmo ele, soubesse tão bem. Quanto ao barulho, seria abafado pelo som constante do motor.


escrito em 04-01-2011
