
Moravam ali desde quando o bairro tradicional era calmo. Perderam o sossego quando as festas constantes passaram a seguir pela madrugada com som altíssimo e os jovens a gritar pelas ruas, reagindo com palavrões aos pedidos de silêncio. No prédio, tocam à porta só para perturbá-los. Trotes e telefonemas a cobrar os obrigaram a desligar seus aparelhos. Ao atender a campainha prontos a pedir um pouco de clemência foram deixados quebrados e ensanguentados à porta do apartamento. Identificados e inquiridos sobre a razão da violência, os garotos alegaram estar saturados de serem importunados pelos velhos.
escrito em 05-03-2010