Acordou no hospital, longe da mãe e muito assustada. Não largava a boneca e repetia com sua voz pequena e doce:
- obigada, obigada. Ela e a mãe tinham chegado muito feridas depois do bombardeio que destruiu o quarteirão onde moravam e, de fato, só havia sobrevivido porque a boneca que abraçava amorteceu os estilhaços da bomba que caíra tão perto.
Escrito em 05-05-2009
Escrito em 05-05-2009







