Eram os moradores mais pedantes do prédio. Ela, sempre altiva, cobria-se de jóias e empestava o elevador com perfume excessivo. Ele quase não era visto. O motorista era seu representante nas reuniões do condomínio e sempre exigia e reclamava em nome do patrão. No dia em que se mudaram, os carregadores da empresa deixaram expostos na calçada, móveis baratos e depredados, restos da pobreza interior em que viviam.
escrito em 20-11-2007







